7 Mulheres Inspiradoras da Reforma Protestante que Você Precisa Conhecer

Em 31 de outubro, Dia da Reforma Protestante, é importante relembrar não só os grandes reformadores homens, mas também as mulheres corajosas e valorosas que desempenharam papéis fundamentais neste movimento histórico. Estas mulheres — esposas de reformadores, escritoras e apologistas — elevaram suas vozes, não mais com o fuso, mas com a pena, usando seus escritos, sua administração doméstica e sua hospitalidade para promover a paz, a fé e a justiça.

Como destaca Margaret King, “Para elas, seu combate pela paz era com seus escritos.”

(Fontes de pesquisa: Escola Convergência,  entre outros registros históricos da Reforma.)

A seguir, conheça sete dessas mulheres cujo legado permanece vivo e relevante para o cristianismo e para as gerações de mulheres que servem a Deus com coragem e propósito.

1. Catarina von Bora (1499-1552)

Ex-freira que abandonou o convento para alinhar-se com as ideias da Reforma, Catarina se casou com Martinho Lutero. Mãe de seis filhos, adotou mais onze órfãos. Foi além de dona de casa — administrava terras, criava animais, organizava o pomar, coordenava funcionários e acolhia refugiados da Reforma.

Em Wittenberg, sua casa se tornou abrigo de muitos perseguidos por sua fé. Lutero dizia dela:

“Ela me ajuda em meu trabalho, e acima de tudo, ama a Cristo. Depois Dele, ela é o maior presente que Deus já me deu nesta vida. Se algum dia vierem a escrever a história de tudo o que já tem acontecido, espero que o nome dela apareça junto ao meu.”

Catarina foi uma gestora incansável: administrou o patrimônio familiar e participou ativamente das decisões que envolviam as publicações e o ministério de Lutero.

2. Idelette de Bure (c. 1510-1549)

Viúva de um líder anabatista, Idelette mais tarde se casou com João Calvino, que via nela firmeza de fé e coragem cristã. Em Genebra, sua casa tornou-se asilo para refugiados, especialmente perseguidos por causa da fé.

Cuidava com zelo dos necessitados, apoiava o ministério do marido e intercedia por ele. Após sua morte, Calvino escreveu com profunda gratidão:

“Eu perdi aquela que nunca teria me abandonado. Ela foi uma preciosa ajuda para mim e nunca se ocupava demais consigo mesma.”

3. Wibrandis Rosenblatt (1504-1564)

Casou-se quatro vezes — primeiro com um filósofo (Ludwig Keller) e depois com três reformadores (João Ecolampádio, Wolfgang Capito e Martinho Bucer). Viveu perdas profundas, de maridos e filhos, mas manteve humildade, fé, dedicação à leitura da Bíblia e ao trabalho humanitário.

Foi chamada por muitos de “a mulher da Reforma”, por ter acompanhado de perto e sustentado quatro líderes reformadores ao longo de sua vida. Sua casa sempre foi um espaço de hospitalidade e acolhimento para estudantes, ministros e famílias necessitadas.

4. Árgula von Grumbach (1492-1554)

Nobre alemã, Árgula recebeu uma Bíblia em alemão aos 10 anos — algo incomum para a época. Tornou-se uma das primeiras escritoras protestantes, defendendo publicamente os princípios da Reforma.

Seus textos chegaram a circular em 30 mil exemplares, um feito extraordinário no século XVI. Ela escreveu cartas abertas a professores e governantes, defendendo a liberdade religiosa e o direito das mulheres ao estudo da Palavra.

Envolveu-se em debates teológicos e ficou conhecida por sua coragem e profundo conhecimento bíblico.

5. Outras mulheres que marcaram presença

Além dessas quatro, outras mulheres também contribuíram com coragem e inteligência para o avanço da Reforma:

  • Katherine Zell (Katharina Schutz Zell): teóloga leiga e uma das vozes femininas mais ativas da época; escreveu cartas e panfletos teológicos, defendendo o ministério feminino no serviço cristão.
  • Anna von Münsterberg e Elisabeth de Calenberg: nobres que, mesmo sob forte oposição, apoiaram o ensino das Escrituras em suas regiões e protegeram comunidades reformadas.

Essas mulheres provaram que o evangelho não é monopólio masculino: é o poder de Deus atuando em quem se dispõe a servir.

Relevância hoje e impacto duradouro

Essas histórias mostram que a Reforma Protestante não foi movida apenas por teólogos homens, mas também sustentada por mulheres de fé firme, mentes brilhantes e corações generosos. Elas administraram lares, acolheram refugiados, ensinaram, escreveram, intercederam e viveram o evangelho com intensidade.

O princípio reformado do sacerdócio universal dos crentes abriu espaço para que tanto homens quanto mulheres participassem ativamente do Reino de Deus. A coragem de Catarina von Bora, a fé de Idelette de Bure, a força de Wibrandis Rosenblatt e a ousadia de Árgula von Grumbach continuam ecoando como testemunho de que o Espírito Santo capacita igualmente homens e mulheres para o serviço cristão.

Reflexão final

Ao celebrarmos o Dia da Reforma Protestante, que nossas orações e ações sejam inspiradas por essas mulheres que ousaram viver a Palavra de Deus em tempos de perseguição e mudança.
Que suas histórias despertem em nós o mesmo zelo pela verdade, a mesma coragem para servir e o mesmo amor por Cristo.

 

Leia nosso artigo sobre 7 Razões por que orar não é perder tempo, mas alinhar o coração com o céu

 

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